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Evolução da reciclagem no Brasil

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30 Mai 2017

Reciclagem

A reciclagem começa a ser discutida em todo o mundo a partir da década de 70, como mais uma forma de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Além disso ela contribui para o problema da coleta de lixo e da poluição, uma vez que muitos materiais demoram séculos para se decompor na natureza. Também ajuda a economizar energia e água, e a conservar as florestas e sua biodiversidade, já que, para cada 50 quilos de papel produzido, é necessário o corte de uma árvore. É também uma possibilidade concreta de atividade econômica lucrativa. De acordo com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), o mercado apresenta boas perspectivas para as áreas de plástico, fibras, papelão e latinhas de alumínio. Dessa forma, a reciclagem ajuda a criar novos negócios e ampliar a oferta de empregos. 

 

Aumento da coleta - Os levantamentos feitos pelo Cempre mostram que, entre 1994 e 1998, a coleta seletiva de lixo cresce cerca de 66% em todo o país. Essa forma de coleta se caracteriza pela separação dos vários tipos de resíduo, o que permite a reciclagem, isto é, o reaproveitamento de materiais, como papéis, plásticos e vidros, pela indústria. Em 1999, 135 municípios brasileiros realizam esse tipo de coleta, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Entre eles, destacam-se Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Itabira (MG), Angra dos Reis (RJ), Londrina (PR), Rio Branco (AC), Sobral (CE), Goiânia (GO) e Maceió(AL).

 

Avanço da reciclagem - Entre 1995 e 2000 há um avanço na reciclagem no Brasil. A quantidade de latas de alumínio recicladas, por exemplo, passa de 31,2 mil toneladas em 1995 para 102,8 mil toneladas em 2000. Na área de aparas e papéis usados, o volume de material recuperado, que era de 1,8 milhão de toneladas em 1995, atinge 2,4 milhões de toneladas em 1999. No caso das garrafas de PET, em 1994, a reciclagem soma 80 mil toneladas recicladas em 1995 e, em 2000, atinge 315 mil toneladas. A porcentagem de material reciclado, em relação ao total da produção, também vem aumentando. O porcentual de plástico PET reciclado, por exemplo, passa de 16,3% para 26,27% entre 1994 e 2000.

Nos estados surgem iniciativas para reduzir o imposto nos setores que fizerem reciclagem. No Tocantins, uma lei estadual sancionada em 1999 isenta o comércio de sucatas e produtos reciclados do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Em 2000, durante os três primeiros meses (abril, maio e junho) de funcionamento do Programa Estadual de Coleta Seletiva de Lixo, a média mensal coletada é de 179,7 mil quilos de alumínio e de 58,3 mil quilos de papelão.

 

Como é feita a reciclagem - A reciclagem do papel começa com a separação das aparas em uma espécie de liquidificador. Em seguida, ele é misturado com água, formando uma pasta de celulose, que, depois de uma depuração mais fina e um processo de branqueamento, vai abastecer as máquinas que fabricam papel. A fabricação de papel reciclado consome 74% menos energia e 50% menos água que a produção feita da árvore. No caso do plástico, o processo se inicia com seu aquecimento. Ele vira uma espécie de farinha, que é resfriada e transformada em grãos. Esses grãos são, então, vendidos para fábricas de produtos plásticos, para novamente produzir sacos e embalagens. O plástico pode ser reutilizado apenas para alguns produtos, pois perde resistência e elasticidade ao ser reciclado. Já as latinhas de alumínio são primeiramente amassadas por prensas e passadas para as fundições. Em fornos, elas são derretidas e transformadas em lingotes de alumínio e, em seguida, em chapas, revendidas depois às indústrias de lata. O vidro é bem lavado para extrair as impurezas. Então, é triturado, formando cacos de um mesmo tamanho. Depois de peneirado, ele é separado em tambores e mandado às vidrarias, que usam esse material para produzir novas embalagens.

 

Conheça o tempo de degradação de alguns produtos comuns do dia-a-dia que vão ao lixo:

 

Plástico - 450 anos 

 

Lata de alumínio - 200 anos

 

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Última modificação: quarta 07 junho 2017 14:17
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